A  Arte da Cachaça

Em um pátio coberto os alambiques de cobre combinam seu brilho com o esplendor da bela vista para a Serra de São José, enquanto as bebidas prontas são cuidadosamente armazenadas em tonéis de madeira e inox dentro dos salões da propriedade. É assim  o cenário cotidiano na Cachaça Mazuma Mineira.

A marca surgiu do projeto pessoal do empresário Fábio Mattioli Gonçalves. Nascido em Minas e criado no Espírito Santo, ele iniciou sua vida profissional no Rio de Janeiro onde cursou Engenharia Elétrica, passando por São Paulo e depois vivendo por três décadas em Santa Catarina. A aposentadoria o levou, junto da esposa Sandra, a fixarem residência em Tiradentes e o tempo ocioso despertou a paixão pela arte de produzir cachaça artesanal de qualidade.

O endereço escolhido fica no distrito Vitoriano Veloso, o Bichinho. Situado há 7 km de Tiradentes e pertencente à cidade vizinha de Prados, ele reserva o charme das pequenas vilas e é um grande atrativo para o turista que ainda pode saber mais sobre um dos elementos da gastronomia que melhor representam o Brasil: a cachaça.

Após dois anos de preparação, a primeira garrafa foi colocada à venda em fevereiro de 2017 e a produção anual está em 20 mil litros. “Nossa intenção é ter sempre uma bebida de qualidade e feita de forma artesanal, por isso nossos planos é não ultrapassar o volume de produção que temos hoje e comercializá-lo totalmente entre os visitantes e outros clientes pelo site”, conta Fábio.

Ao todo são quatro rótulos disponíveis e um quinto que será lançado neste mês de abril. São eles: Prata, que descansa oito meses em tonel de inox; Carvalho Francês, de paladar mais seco, tendendo a lembrar o uísque por usar a mesma madeira; Jequitibá, com amadeirado mais suave; e Amburana, bastante amadeirada e com toques adocicados. “A cachaça armazenada em carvalho americano é nossa mais recente novidade e tem características que a deixam mais encorpada que a versão envelhecida no carvalho francês e com toques mais adocicados”, explica.

Na loja, instalada na mesma propriedade, é possível consumir outros itens além das cachaças, como pão de queijo, doces e produtos de empório e souvenir. Para aqueles interessados também no processo de fabricação, há visita guiada gratuita, e os horários ficam sempre atualizados no site (www.mazuma.com.br). “Procuramos mostrar para o consumidor como a cachaça é realmente um produto sério que, apesar de ainda marginalizada como bebida alcoólica, ela tem forte apelo gourmet e condições para estar presente em cartas de restaurantes com sugestões de harmonização e também em uma coquetelaria especial que vai além da caipirinha”, declara Fábio, engajado em apresentar os reais valores da bebida.

No inverno do ano passado a Mazuma teve a oportunidade de reforçar tal conceito por meio de um evento incrível. Na ocasião, os chefs de cozinha Rodolfo Mayer, do restaurante Angatu, de Tiradentes, e Flávio Trombino, do Xapuri, de Belo Horizonte, prepararam um jantar nas instalações da cachaçaria. O convite do projeto Travessias Brasil foi considerado um presente por Fábio. “A repercussão do jantar foi nacional e de grande valia, pois foi ao encontro do que pensamos a respeito da valorização da cachaça”, diz.

Antes de completar dois anos, em fevereiro de 2019, a Mazuma Mineira ainda planeja lançar dois novos rótulos de edição limitada e continuar produzindo história por meio de suas cachaças. Um brinde à Mazuma!

Por Mariana Celle

©2023 por DaTerra. Orgulhosamente criado por ASSET